O adenoma pleomórfico é um tumor benigno que acomete as glândulas salivares.
Uma de suas principais características é que este tumor apresenta um crescimento lento e não costuma provocar sintomas nos casos iniciais.
No entanto, apesar do adenoma pleomórfico ser benigno, ele precisa ser tratado adequadamente devido à possibilidade de crescimento progressivo e de evoluir para um câncer.
O adenoma pleomórfico é composto por diferentes células e que pode se desenvolver também nas glândulas salivares. Devido à sua característica, pode ser também chamado de tumor misto.
Em geral acomete adultos entre 30 e 50 anos e cerca de 60% dos casos são relatados no sexo feminino. Pode acometer tanto glândulas salivares menores quanto maiores. A glândula parótida costuma ser a mais acometida, sendo bem menos frequente sua incidência na glândula submandibular. A degeneração maligna é uma potencial complicação que pode atingir de 5% a 23% dos casos.
Sintomas
Não é fácil detectar o adenoma pleomórfico em suas fases iniciais, pois ele costuma crescer lentamente e, em geral, não causa dor.
Assim, o sintoma mais evidente costuma ser a formação de um caroço firme e que não provoca dor, independentemente do local onde surge.
Alguns pacientes levam meses ou até anos para perceber esse caroço e depois buscar ajuda médica.
Por isso, sempre recomendo aos meus pacientes atenção a qualquer nódulo que surja na região do pescoço.
Causas
Não há certeza quanto às causas do adenoma pleomórfico. Mas uma das possibilidades é a multiplicação celular desordenada.
Tratamentos
A principal forma de tratamento dos adenomas pleomórficos é a remoção cirúrgica com margem de segurança, uma vez que a recidiva pode ocorrer devido à permanência de resíduos da própria lesão, o que pode aumentar também a possibilidade de transformação maligna do tumor, para um carcinoma ex-adenoma pleomórfico. Quando estes tumores se tornam malignos têm um comportamento agressivo gerando uma taxa de mortalidade em 5 anos de até 50%.
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